Falsa da professora na visiaudio de Cornélio Procópio - PR

por mgdruzini — publicado 16/06/2025 15h39, última modificação 23/06/2025 17h58

Olá, boa madrugada! Tudo Bem? Minha avó percebeu que eu parecia diferente em alguns aspectos e começou a suspeitar que eu fosse surdo. Quando uma avó tem essa suspeita sobre o neto, o primeiro passo é procurar um médico, preferencialmente um otorrinolaringologista ou um especialista em audição, para obter um diagnóstico mais preciso. Depois, há a busca por um local adequado, como associações e fundações que oferecem atendimento especializado para pessoas com deficiência auditiva, física, intelectual, mental e surdocegueira. Passei pelas etapas da infância, desde os primeiros meses de vida até a transição para a creche. Os períodos de crescimento foram marcados por desafios, especialmente na relação com a professora Sônia Ferreira, que demonstrava atitudes que me deixavam desconfortável. Desde pequeno, senti curiosidade em observar o mundo ao meu redor, mas também a dor de ser tratado injustamente. Na adolescência, ser surdo muitas vezes era visto como ser ignorante ou bagunceiro. Na associação e fundação voltada para pessoas com deficiência, eu somente queria brincar e me sentir parte do ambiente. Porém, houve momentos difíceis: lembro da professora Sônia Ferreira ligando para minha avó na secretaria da escola, chamando-a para tratar de questões que envolviam minha infância e minha condição. Em certo momento, fui alvo de castigos severos, chegando a apanhar de cinto e chinelo. Isso me marcou profundamente. Após um episódio de nervosismo intenso, fui levado ao hospital Santa Casa de Cornélio Procópio, no Paraná. Todas essas experiências me fizeram refletir sobre minha trajetória, os desafios enfrentados e os impactos emocionais que carreguei ao longo dos anos. A escola de fundação para deficientes auditivos não oferecia um ensino fundamental ou médio estruturado, somente a fase pré-escolar. Por isso, quando cheguei aos 11 ou 13 anos, acabei interrompendo meus estudos, pois não via um futuro educacional naquele ambiente. Olho para minha história e vejo o peso das dificuldades que enfrentei. A sensação de exclusão e as experiências traumáticas me marcaram, mas também me ajudaram a compreender mais sobre a cultura surda e sobre o que significa crescer em um mundo que nem sempre está preparado para nos acolher.

: 20/05/2025 03h33
: Solicitação
: Ouvidoria
: 20250520033319
: Resolvida

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